quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pela primeira vez, pesquisa sobre saúde dos brasileiros terá exames de sangue


Atualmente, esse tipo de estudo é feito pelo telefone. Proposta do Ministério da Saúde prevê que 16.000 pessoas também realizem exame de urina

Pela primeira vez, o Brasil vai traçar um perfil da saúde da população com base em exames laboratoriais. Atualmente, esse tipo de estudo é feito apenas a partir de entrevistas feitas pelo telefone. O levantamento fará parte da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), proposta pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que analisará detalhadamente as amostras de sangue e urina de 16.000 brasileiros para detectar em especial as principais doenças crônicas no país.
O Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, será o responsável por organizar as coletas, coordenando as redes de laboratórios para garantir a padronização dos exames. Graças a uma parceria firmada neste ano com o ministério, o hospital deve arcar com os custos da logística envolvendo as coletas em todas as regiões do país, por meio da renúncia fiscal de cerca de R$ 5 milhões.

Pesquisa — As 16.000 pessoas que serão submetidas ao hemograma e à coleta de urina integram o total de 80.000 domicílios, divididos em cerca de 1.600 municípios pelos quais a PNS deve passar. Todos os entrevistados responderão a um extenso questionário sobre hábitos de saúde e as condições sociais da população e terão peso, altura e pressão registrados. A coleta deve começar a ser feita em março e não há prazo final para a conclusão. Os resultados, que consistem no cruzamento dos dados do questionário com os exames laboratoriais, devem ficar prontos cerca de um ano após o término das entrevistas.
"“É fundamental entendermos as necessidades da população. O alvo da pesquisa são todas as doenças, com base no que o indivíduo tem feito no dia a dia"”, afirma o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, superintendente do Hospital Sírio-libanês. Para Vecina Neto, o questionário é fundamental para definir as demandas de saúde, além de oferecer um panorama que complemente os bancos de dados já existentes. Ele também ajudará no direcionamento das políticas públicas, de acordo com as necessidades constatadas no inquérito.
(Com Agência Estado)

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