sexta-feira, 6 de abril de 2012

Entidades de Maringá abandonam ExpoLondrina

Contrários à lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná que dá à Exposição Agropecuária de Londrina (ExpoLondrina) o status de Feria Agropecuária Oficial do Estado do Paraná, a sociedade Rural de Maringá (SRM) e o Centro Universitário de Maringá (Cesumar) cancelaram a participação na exposição. A Prefeitura de Maringá também não vai participar do evento, porém, não informou o motivo.


O projeto de lei foi criado pelo deputado estadual Hermas Brandão Junior (PSDB) e trouxe divergência entre a exposição londrinense e membros das demais sociedades Rurais do estado. “A medida que se elege uma única feira, significa que todos os esforços serão canalizados para esta única feira”, comentou a presidente da SRM, Maria Iraclézia de Araújo. “Isso enfraquece as outras.”
Fonte tnonline

Com a aprovação do projeto, a ExpoLondrina poderá utilizar o status de feira oficial do Paraná em anúncio publicitários. “Enquanto instituição de ensino que se preocupa com o desenvolvimento coletivo, nos posicionamos contrários ao projeto aprovado pelos deputados estaduais e já em vias de receber a sanção do governador”, comentou o vice-reitor do Cesumar, Wilson de Matos Filho.


O coordenador do curso de Agronomia e Agronegócio do Cesumar, Edson Schimidit, apontou que as feiras agropecuárias de Maringá e Cascavel, por exemplo, são de nível igual ou superior à ExpoLondrina. “Dar o foco a uma região é agir em detrimento de outras, que podem perder a projeção do agronegócio lá fora”, analisou Schimidit.

Presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Gustavo Lopes, também se posicionou em relação a polêmica envolvendo a opinião das entidades maringaenses. Ele falou que não esperava a reação de outras feiras, sobretudo a de Maringá. Para ele, as outras feiras deveriam comemorar a conquista da ExpoLondrina.


“Foi uma surpresa ver que a Expoingá retirou o estande da ExpoLondrina um dia antes da abertura [após a polêmica das feiras]”, disse Lopes. Além disso, ele reafirmou que a exposição londrinense realiza auditoria de público e de negócios fechados. Segundo ele, a Expoingá não faz o mesmo.

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