sábado, 22 de outubro de 2011

O poder destrutivo do OXI

O poder destrutivo do OXI


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a dependência química é um problema de saúde pública que precisa ser tratado tanto no período de sua manifestação como ao longo de toda a vida do indivíduo




Além dessas misturas, ainda são adicionadas aos produtos finais, no caso da cocaína aspirada, que é vendida por peso, outros tantos em pó. O objetivo é lucrar sobre a venda ao dependente químico, que fissurado e doente, utiliza o que lhe for oferecido, sem muita crítica.
O risco de desenvolver dependência está intimamente ligado à forma como a substância é utilizada. A aspiração do pó, por exemplo, cujo preço é o mais baixo, é o que mais danos causa à saúde.
Em geral, seus abusadores relatam sensações de euforia, energia, fluência verbal, maior sensibilidade para visão, tato e audição e podem diminuir temporariamente a necessidade de comer e dormir, por essa classe de substâncias aumentar a atividade cerebral.
Vários fatores se somam para um maior risco de abuso. Disponibilidade em ter acesso a uma droga, um momento pessoal vulnerável e diante de sua utilização, uma sensação de resolução de problemas.
Além de seu efeito altamente compulsivo, a droga possui elevada toxidade para outros órgãos do corpo humano. Produz mudanças estruturais e de funcionamento do cérebro, precipitando problemas psiquiátricos. Um dos componentes de sua fabricação, a cal, que é corrosiva, danifica as vias aéreas superiores, causando lesões na mucosa nasal e até danos cardiopulmonares graves.
O coração tem seus batimentos acelerados no momento de seu uso, podendo trazer consequências graves como enfarte agudo do miocárdio, arritmia, acidentes vasculares cerebrais, falência cardíaca e morte súbita.
Os rins ficam sobrecarregados, já que seus componentes são muito tóxicos e esse órgão filtra o sangue com essa toxina. Além disso, como existem substâncias combustíveis em sua mistura, elas podem atingir todo o sistema digestório.


Destruição do organismo •
O poder do oxi é indiscutivelmente destrutivo e pode causar lesões sérias da boca até os rins. Os componentes da droga afetam diferentes partes do corpo. O querosene ou gasolina, combinados com o calor, provocam ferimentos nos lábios, nas papilas gustativas da língua, causam ferimentos no esôfago e corroem os dentes. A cal virgem pode provocar fibrose pulmonar e os químicos adicionados à droga vão para o fígado. O uso da droga aumenta ainda as chances de doenças como cirrose hepática e o acúmulo de gordura no órgão. Como é extremamente nociva ao organismo, pode levar à morte em pouco tempo.



Efeitos do oxi •
As sensações do oxi são variadas. Por agir direto no sistema nervoso, o usuário pode ir do prazer e euforia ao sentimento de perseguição e paranoia. Especialistas no tratamento dizem que a droga chega ao cérebro em poucos segundos, com efeito em sete a nove segundos após ser inalado, e passa mais rápido, levando à compulsão. Os dependentes costumam permanecer sempre nervosos e agitados durante e após o consumo da droga. Também apresentam pele amarelada e perdem muito peso.



Para os profissionais que atuam nas áreas de prevenção, tratamento e repressão, o oxi é mais uma velha nova droga

Seu efeito viciante é instalado já com poucas vezes de uso. Por ser uma droga inalada, ativa os neurônios e chega rapidamente ao sistema nervoso. A sensação de prazer provocada pela estimulação neuronal é imediata, sendo que a duração desse efeito também é rápida.
Em função desse prazer instantâneo, que tanto o crack como o oxi provocam no indivíduo, essas drogas geram efeitos compulsivos para o uso. É como se tentássemos aquecer um ambiente colocando fogo no álcool gel. Pega fogo logo, evapora logo e o ambiente não se aqueceu, sentiu-se um calorzinho gostoso, mas que foi embora logo. Então, tenta-se de novo, e de novo, e de novo até que o organismo não consegue mais se movimentar. E o ambiente permanece frio. Esse efeito compulsivo que o crack e o oxi geram, na maioria dos casos, só cessa quando outros órgãos do indivíduo estão entrando em falência. Se fosse pelo sistema nervoso central, esse prazer instantâneo seria mantido indefinidamente.
Além dos danos orgânicos e viciantes que o oxi traz, existem também os emocionais. Como essa droga tem o efeito compulsivo, seu uso provoca a estagnação emocional no indivíduo. Ele para de viver outras experiência e sensações da vida, do cotidiano, e afunila todos os seus objetivos na obtenção da droga.

Fonte; Revista Psique-BLOG CONSULTORIO PSICOLOGIA POPULAR clique aqui 

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