quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pseudo Modernidade

Amigos, como estudante de Direito faço algumas considerações ao conteúdo da entrevista que O DIÁRIO fez com o Promotor de Direitos da Cidadania de São Paulo em 28/08/11, ele avalia como positiva a decisão do STF em aprovar a união estável entre pessoas do mesmo sexo, vê também positivamente à adoção de crianças por homossexuais, ressaltando que isto é um direito deles, pergunto? E a criança será que não tem o direito, porém ainda incapaz, de escolher uma família nos moldes tradicionais? Diz o que o Brasil, esta atrasado uns 10 anos, mas alguém já se interessou em saber como estão esses casos nos países que aprovaram o aborto e a união civil de Gays? Se as crianças adotadas foram educadas imparcialmente em relação a opção sexual dos pais adotivos?  Já que tais pessoas exerceram o direito a sua intimidade a opção sexual, que é constitucional, também sabiam que não poderiam ter filhos, conseqüência de sua opção, já a criança a ser adotada não escolheu, foi escolhida. Acredito sim, que as políticas de adoção devam ser ampliadas para que mais casais heteros exerçam a adoção.  Diz que antes a célula era a família, acredito que ainda é, mas que hoje a família evoluiu, que evolução? O que vemos hoje é a desagregação da família, por causa da miséria material, social e moral, da falta de educação de qualidade, e da liberdade excessiva, do tudo pode. E a isto ainda chamam de modernidade, então acho que sou antiquado.  Critica o poder Legislativo, que tem importância igual ao do Judiciário, todos nós sabemos que em todos os poderes há gente boa e os que não são tão bons assim. Que bem ou mal os três poderes: executivo, legislativo e judiciário devem ser respeitados, o que seria de um dos três poderes sem o outro, haveria democracia?  A mesma democracia que países árabes estão buscando com o próprio sangue do seu povo, lutando contra a ditadura.  Agora está em moda chamar qualquer pessoa que tenha um formação religiosa como preconceituosa, pois diz ele na entrevista que: ¨políticos se escondem atrás da moral religiosa¨, eu não creio que isto seja ruim, pois muitos destes políticos foram eleitos justamente por pessoas que acreditam nessa moral religiosa, que são contra a avalanche de inversão de valores que vemos hoje.  E por fim ele ainda propõe uma série de discussões quanto à família moderna: a poligâmica, a incestuosa e o concubinato.  Se for assim daqui a pouco vão querer discutir a zoofilia também, pois acreditem já ocorreram supostos casamentos do dono com seu animal de estimação, um absurdo. Creio que se há pessoas ¨modernas¨ que acreditam nessa inversão de valores morais, há também aqueles que ainda acreditam que o homem nasceu para se unir a uma mulher, ter filhos, criá-los no seio de uma família, e viverem numa sociedade democrática, com valores morais.  Uma sociedade que não quer a liberação das drogas, a união civil pessoas do mesmo sexo, a desvalorização da família brasileira e o enfraquecimento do poderes constituídos. Há países europeus que seguiram pelo caminho que o Brasil está enveredando hoje, e o que vemos é uma sociedade individualista, sem crença em Deus, e com graves problemas de comportamento.  Que não atentam para a doutrina cristã, mesmo aqueles que não sigam o cristianismo não há como negar que nesses dois mil e poucos anos essa prática cristã contribuiu muito para o desenvolvimento e equilíbrio da humanidade, o que é o ser humano sem uma doutrina? Para finalizar, estamos em uma época, em que o certo se torna errado e o errado certo. Dá-se mais valor e ênfase nos fatos que supostamente acredita-se ser uma evolução da vida contemporânea, por exemplo, o casamento gay. Para mim estamos vivendo uma pseudo-modernidade.
JUAREZ FIRMINO, Contador e acadêmico de Direito em Maringá.

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