domingo, 24 de julho de 2011

Secretaria de Saúde realiza semana de combate às hepatite virais

A Secretaria de Saúde promove durante a próxima semana, entre os dias 25 e 28, a campanha de combate às hepatites virais, que levará informações e ações educativas e preventivas à população em todas as Unidades Básicas e na sede da Secretaria.

O Dia Mundial de Combate as Hepatites Virais, foi oficializado pela Organização Mundial de Saúde na data de 28 de julho. Em Maringá as ações começam na segunda-feira (25), com a convocação de toda a população de 0 a 29 anos para iniciar ou completar o esquema de vacinação contra a hepatite B. Também será intensificada a vacina para doentes crônicos.


Outra ação da Secretaria será o chamamento para que os profissionais como cabeleireiros, manicures, podólogos e tatuadores formais ou informais participem da campanha, recebendo instruções e sendo vacinados. Para atingir este público específico a Secretaria de Saúde contará com o auxílio dos agentes comunitários.


O secretário de Saúde, Antonio Carlos Nardi, ressalta a importância da prevenção. “Durante essa semana os profissionais das Unidades Básica irão usar o colete azul, identificando a mobilização contra a hepatite. Em todas as unidade haverá explicações sobre as formas de prevenção, sintomatologia e tratamento da doença. Contamos com a participação dos maringaenses para tomarem as três doses da vacina, obedecendo o intervalo entre as doses, e se protegerem do vírus”.


Hepatites Virais


As Hepatites virais são doenças graves e silenciosas. Muitas pessoas podem ter o vírus e não saber. Atualmente as hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Considerada uma doença universal atinge grande numero de indivíduos com possibilidade de complicações, como a cronificação da doença. A doença é causada por diferentes tipos de vírus sendo os principais; vírus A, vírus B e vírus C. A doença pode apresentar-se de forma aguda ou ser assintomática, não apresentar sintomas aparentes.


A sintomatologia se apresenta com mal-estar geral, cefaléia, febre baixa, falta de apetite, vômito, fígado edemaciado, fezes esbranquiçadas e urina escura. Muitas vezes o paciente fica ictérico (amarelado). Algumas pessoas podem desenvolver a forma crônica da doença podendo permanecer por mais de seis meses com o fígado inflamado.


A transmissibilidade da hepatite A, vai desde duas semanas antes do paciente apresentar os sintomas até 15 dias após o início da doença. Na hepatite B ocorre entre duas e três semanas antes da sintomatologia, mantendo-se durante a evolução clínica da doença. O portador crônico pode transmitir o vírus por vários anos. A hepatite C pode ser transmitida uma semana antes dos sintomas e mantém-se enquanto o paciente apresentar o vírus no sangue.


A principal via de contágio do vírus da hepatite A é a fecal-oral; por contato entre pessoa ou através de água ou alimentos contaminados. A disseminação da doença está relacionada com as condições saneamento básico, de educação sanitária e das condições de higiene da população. A transmissão do vírus da hepatite B se faz por via sanguínea e sexual, sendo considerada uma doença sexualmente transmissível. A doença também pode ser transmitida de mãe para filho durante a gestação. O vírus da hepatite C é transmitido principalmente pela via sanguínea.


É importante ressaltar que são doenças de notificação obrigatória e o ato de notificar deve ser entendido como uma das ações eficazes de vigilância à doença, bem como a identificação da fonte de infecção para a adoção das medidas de prevenção e controle adequadas. A vigilância permite acompanhar a tendência da doença e avaliar o diagnóstico clinico como as medidas sanitárias para o seu controle. A busca ativa auxilia na identificação de novos casos da doença e seus comunicantes.


Como medidas preventivas no caso das hepatites pelo vírus A incluem: educação da população quanto às boas práticas de higiene, com ênfase na lavagem das mãos após o uso do banheiro, quando da preparação de alimentos e antes de se alimentar, disposição sanitária das fezes, etc. Atualmente as vacinas contra a hepatite A encontram-se disponibilizadas apenas nas clínicas privadas. Quanto às hepatites B e C incluem a profilaxia (imunização somente para o tipo B), o não compartilhamento ou reutilização de seringas e agulhas, triagem obrigatória nos doadores de sangue e adoção de medidas adequadas de biossegurança durante os procedimentos nos estabelecimentos de saúde, utilizar-se de material esterilizado ou descartável nos consultórios médicos, odontológicos, salões de manicure e barbearia, locais de realização de tatuagens, colocação de piercings, acupunturas e uso de preservativos nas relações sexuais.


Apenas as hepatites B e C podem desenvolver a forma crônica, sendo que alguns pacientes podem precisar de tratamento para eliminar o vírus ou minimizar o dano que pode provocar ao fígado. Atualmente existem vários medicamentos que podem ser utilizados para o tratamento dos portadores dessas hepatites, os quais são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde.

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