quinta-feira, 17 de março de 2011

Empresa apresenta estudo de destinação de resíduos com recuperação energética EM MARINGÁ

O engenheiro civil Alexandre Dell'Aquila Citvaras, Diretor Técnico-Comercial da Foxx Soluções Ambientais, apresentou nesta segunda-feira (14), o estudo de natureza técnica, jurídica e econômico-financeira para a prestação dos serviços de destinação final dos resíduos sólidos com recuperação energética para Maringá. A Foxx Soluções Ambientais representa a francesa Groupe Tiru, que opera usinas na Europa e apresentou projeto dentro do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI).
Alexandre Citvaras explicou o processo de estudo da destinação dos resíduos sólidos urbanos de Maringá para a elaboração do projeto. “A tecnologia proposta no estudo opera na Europa desde 1922 com o tratamento de 3,6 milhões de toneladas de resíduos e a geração de 4,2 gigawats ao ano”, explicou, apresentando a planta de uma das usinas instalada dentro de Paris, a cinco quilômetros da Torre Eiffel e nas margens do rio Sena.
A tecnologia, de acordo com o engenheiro, atende as exigências da atual política nacional de resíduos, além de toda legislação sobre o assunto. A legislação prevê o uso de tecnologia, desde que aprovada, o que segundo o representante da empresa pode ser comprovada pelas 128 usinas existentes na França, 67 na Alemanha, 90 na China e mais de 100 nos Estados Unidos.
O estudo aponta ainda a vantagem da mudança de modelo da destinação dos resíduos coletados pelo município, o que inclui apenas o domiciliar e pequenos geradores. A tecnologia, mostra o estudo da Foxx, acaba com o problema futuro, elimina o uso de aterro, acaba com a emissão de metano, chorume e evita qualquer impacto ambiental. “A cinza gerada pela usina representa 10% a 15% do peso ou 5% a 10% do volume, e pode ser utilizada no reforço de pavimentação”, explicou o engenheiro.
PPP
Alexandre Citvaras explicou ainda a vantagem da Parceria Público Privada proposta no estudo conforme o PMI. A PPP coloca junto o poder público e a empresa especializada, que vai investir na planta sem custo aos cofres públicos. O município será a proprietária da usina construída pela empresa, que recebe pela tonelada entregue e tem retorno também com a venda de energia e através do crédito de carbono.
O custo da tonelada, para a exploração pelo prazo de 30 anos conforme prevê o estudo, será de R$ 81,00. O estudo aponta a área ao lado do antigo aterro controlado para a instalação da usina de Maringá. Alexandre Citvaras reforça que o risco ambiental é inexistente, e o local foi apontado por já receber o trânsito de veículos com resíduos. “Após o final da operação a área pode ser utilizada para qualquer outro empreendimento, ao contrário de uma área de aterro”, reforça o engenheiro.
O estudo compara ainda as vantagens da destinação final de resíduos com recuperação energética com um aterro sanitário. As usinas, colocou o engenheiro da Foxx, não apresentam risco de contaminação ambiental e apresentam padrão de emissão melhores que os exigidos pela legislação ambiental.
A planta de Maringá terá capacidade para processar 500 toneladas ao dia, atendendo a demanda projetada para o prazo previsto no estudo. Como toda empresa privada, ressaltou Alexandre Citvaras, o projeto otimiza o uso de recursos e visa maior otimização. “O que resulta em vantagem ambiental e econômica também para os cofres públicos”, afirmou.
Ele destacou também a questão social, que leva em conta as famílias que trabalham com material reciclável. “Nosso objetivo é queimar resíduos, e quanto menos material que pode ser reaproveitado chegar à usina melhor nosso rendimento”, reforçou. Além de apoio aos projetos de coleta e seleção de resíduos, será adotado um programa de capacitação do pessoal que trabalha na área.
Finalizando a apresentação Alexandre Citvaras enumerou os benefícios econômicos e ambientais contidos no estudo, depois respondeu aos questionamentos dos convidados. O secretário de Saneamento e de Meio Ambiente, Leopoldo Fiewski, lembrou que a apresentação dirigida ao corpo técnico da Prefeitura foi aberto à comunidade por solicitação do prefeito Silvio Barros.
A medida, disse Fiewski, permite a participação da comunidade em todo o processo de decisão sobre o tema. “O estudo apresentado aqui hoje não é o projeto aprovado ou sequer contratado”, deixou claro Fiewski, lembrando ainda não se tratar da última ou única proposta.
Ele citou os passos do PMI, previsto no processo 39705/2010, que analisa a possibilidade de parceria público-privada entre o Município e a iniciativa privada, com vistas à prestação dos serviços de destinação final dos resíduos sólidos com recuperação energética, a partir das melhores práticas e tecnologias disponíveis atualmente. 
ASSESSORIA IMPRENSA MARINGÁ

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