segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Por que “Debater” o Lixo em Sarandi?

Ouve-se no “burburinho” sarandiense um crescente processo de reestruturação de uma “nova consciência social” local, bem como a mesma estar se revestindo do manto lúcido da transparência e do compromisso integrado com a sociedade organizada e midiatizada para um futuro limpo e sustentável às gerações posteriores.
Esta “articulação” permeada por um “debate público” na forma de uma “audiência pública” promoverá o resgate da dignidade de seu povo mediante ações multisetoriais bairristas e virtuais aprofundando a reflexão frente aos seus principais interessados: O cidadão de Sarandi. 
A questão do “lixo” não é apenas uma questão regionalizada e localizada, trata-se de uma problemática mundial provocando o empenho multilateral das comunidades internacionais em obter integradamente “respostas limpas” para esta dilemática suja.
Assim hoje, fala-se muito em “Emprego Verde”[1], ou seja, uma formatação de um mercado de trabalho para um mundo sustentável visando reduzir as emissões de carbono.
Segundo a OIT (Organização Mundial do Trabalho) o mercado global de produtos e serviços como foco no meio ambiente já movimenta R$ 1,370 Bilhão de Dólares em 2010 e deve alcançar, pasmem, R$ 2,740 Bilhões em 2020.
No Brasil, cerca de 500 mil pessoas retiram seu sustento de dejetos, diga-se “Lixão”, e o país é também líder mundial em reciclagem de latas de alumínio, setor que emprega 170 mil cidadãos.
Estima-se ainda, que 95% das embalagens desse tipo sejam recicladas no Brasil. Como parâmetros, em 2006 foram recolhidos cerca de 10,3 bilhões de latas. 
Enquanto, em 2005 havia 2,4 mil estabelecimentos, a maioria pequena ou microempresas voltadas para reciclagem e para o comércio de dejetos de metais sob a ótica do “microempreededorismo solidário” na forma de Cooperativas.
No Brasil, a cada ano são desperdiçados R$ 4,6 bilhões porque não se recicla tudo o que poderia. E aqui em Sarandi, quanto deste “lixo reciclável” não poderia estar se tornando fonte de renda sustentável à nossa população excluída?
Assim, as mais de 250 toneladas/mês produzida pela população de Sarandi[2], apenas de 10 a 15 toneladas (0,06%) são efetivamente recicladas e convertidas em “lucro” que o “lixo” produz localmente, enquanto, Marialva ao lado consegue 74%. É absurdo isso. 






Diante de tantos fatores positivos e justificadores da mudança de posturas ambientais por parte de organismos nacionais e internacionais, é inadmissível continuar uma pelenga histórica frente à problemática do lixão sem respostas sustentáveis construídas apartir do debate local e limpo.
Portanto, diante da “Audiência Pública” sobre as questão do “Lixão” ou Aterro Sanitário de Sarandi será um momento ímpar na democracia participativa local em poder dar uma “basta...!”.
Enfim, a “jogatina de interesses” nesta podre forma excludente fermentada nos porões fétidos do poder depositando a população de Sarandi precisará desta “pá de cal” evitando o “continuísmo” de “grupos” decidindo o “bem comum” da comunidade sem sua legitimação democrática por parte de Audiência Pública transparente e debativa visando a construção de respostas ou alternativas à sustentabilidade coletiva e não mais grupistas sarandiense.
Fonte BLOG COMAS
Por
Dr. Allan Marcio

Um comentário:

  1. Gustavo Ferreira - Mogi das Cruzes (SP)quarta-feira, janeiro 26, 2011

    A POPULAÇÃO PRECISA CONHECER QUE SÃO OS "EMPREENDEDORES" COM CERTEZA TERÃO A RESPOSTA: NÃO CUMPREM COM A LEGISLAÇÃO E NÃO RECUPERAM O MEIO AMBIENTE QUE DEGRADAM EM DETRIMENTO SEUS INTERESSES EMPRESARIAIS, TODOS PRECISAM SE UNIR CADA VEZ MAIS E LUTAR CONTRA AQUELES QUE DEGRADAM E DEPOIS NÃO RECUPERAM O ESTRAGO AMBIENTAL QUE FAZEM.

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