sábado, 16 de outubro de 2010

Coordenadores do projeto Trem Pé Vermelho divulgam pesquisa em Maringá

Os coordenadores do projeto de implantação do trem de passageiros entre Paiçandu e Ibiporã se reúnem na próxima segunda-feira (18), na Prefeitura de Maringá, para divulgar a pesquisa de opinião sobre o projeto Trem Pé Vermelho. A reunião será às 13h30, com a presença do coordenador executivo do projeto, Paulo Thimóteo; do coordenador de Projeto do Laboratório de Transporte e Logística da Universidade de Santa Catarina, Rodolfo Philippi; do diretor-executivo da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa, Alexandre Farina; do presidente da Urbamar, Fernando Camargo; do prefeito Silvio Barros e prefeitos dos municípios da região beneficiados com a volta do trem de passageiros.
A pesquisa, última e mais importante etapa dos estudos de viabilidade técnico do projeto, será realizada nos dias 22, 23, 24 e 26 de outubro em todo o trecho entre as cidades de Paiçandu e Ibiporã. “A pesquisa vai apontar a opinião dos moradores da região e usuários do transporte coletivo e das estradas do trecho sobre a implantação do trem de passageiros, beneficiando 13 municípios das regiões de Maringá, Apucarana e Londrina”, explica o presidente da Urbamar, Fernando Camargo.

O trecho total do Trem Pé Vermelho é de 152 quilômetros, entre Paiçandu e Ibiporã, passando por Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Cambira, Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé e Londrina. O trem vai atender uma população de aproximadamente 2 milhões de habitantes.

Durante a pesquisa serão entrevistados passageiros de linhas regulares de ônibus no interior dos coletivos e nos terminais rodoviários, e os usuários de veículos particulares que percorrem o trajeto traçado. O trabalho é coordenado pela Universidade Federal de Santa Catarina, com parceria de instituições da região, como as universidades estaduais de Maringá (UEM e Londrina (UEL).

Demanda potencial

O coordenador de Projeto do Laboratório de Transporte e Logística da Universidade de Santa Catarina, Rodolfo Philippi, informa que o objetivo da pesquisa é medir a demanda potencial de usuários do Trem Pé Vermelho. Segundo Paulo Thimóteo, coordenador executivo do projeto, “as entrevistas com os usuários do transporte coletivo e privado, moradores da região, constituirão a base de dados que ajudarão a avaliar a viabilidade e implantação do transporte ferroviário regional de passageiros”.

As discussões sobre a volta do trem de passageiros na região teve início há cerca de quatro anos, através de articulação da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa. Já foram realizados os estudos de viabilidade econômica, que apontaram que a região possui um padrão de desenvolvimento social e econômico dos mais elevados do País.

Os estudos realizados até o momento identificaram que a região é atualmente atendida apenas por serviço de ônibus para o transporte coletivo de passageiros e que a viagem entre alguns municípios requer que o passageiro realize transbordo. Os estudos apontaram ainda que a maior parte das ligações é servida por uma mesma linha de ônibus e que a frequência diária da maior parte de linhas oferecidas é de uma viagem/dia.

O diretor-executivo da Terra Roxa, Alexandre Farina, ressalta que o trem em estudo para ser implantado entre as regiões de Maringá e Londrina é de um veículo moderno, classificado como VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que atende a nova realidade da região. “Não tem nada a ver com aqueles trens lentos e antigos, usados para o transporte de passageiros na época da colonização”, comenta.

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