sexta-feira, 9 de julho de 2010

Congresso deixa para o próximo governo decisão sobre mínimo de 2011

Congresso deixa para o próximo governo decisão sobre mínimo de 2011

O Congresso deixou para o próximo governo a tarefa de decidir o valor do salário mínimo para 2011. O
índice de reajuste poderia ser fixado na Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada ontem, mas ficou em
aberto por falta de acordo.
O relator do projeto, senador Tião Viana (PT-AC), pretendia propor que a correção fosse feita com base na variação média do PIB em 2008 e 2009 (2,5%), mais inflação, o que elevaria o salário dos atuais R$ 510 para R$ 550. Mas nem o governo, nem as oposições e nem as centrais sindicais toparam.
As centrais e as oposições reivindicavam valor maior, enquanto a proposta original do governo elevaria o mínimo para R$ 535 ao corrigi-lo com base na taxa de inflação deste ano e na variação do Produto Interno Bruto de dois anos antes. Como o PIB foi negativo em 2009, por conta dos efeitos internos da crise econômica internacional o reajuste em 2011 ficaria praticamente limitadoao índice da inflação deste ano.
De 2009 para 2010 o valor do salário mínimo cresceu quase 10% - de R$ 465 para R$ 510.
Ao mesmo tempo em que se eximiu de fixar o reajuste para o próximo ano, o Congresso projetou o valor do salário mínimo para 2012 – R$ 588,94 – e para 2013 - R$ 649,29. As projeções levam em conta
uma taxa de inflação de 4,5% e o crescimento do Produto Interno Bruto em 5,5%, a cada um dos próximos
dois anos.

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